por INFOCOVID19 | abr 16, 2020 | COVID-19
O porta-voz da autoridade sanitária da Guiné-Bissau que lida com a pandemia de covod-19, Tumane Baldé, disse hoje à Lusa que há pelo menos 42 pessoas suspeitas de estarem infetadas, mas que se recusam a serem testadas.
Tumane Baldé, porta-voz do Comité Operacional de Emergência de Saúde (COES), indicou que as pessoas que se recusam a fazer os testes vivem em Bissau e em Canchungo, a cerca de 80 quilómetros da capital guineense, dado como outro foco de infeção da doença na Guiné-Bissau.
“Pedimos os bons ofícios de entidades da sociedade civil, para falarem com essas pessoas para que possam compreender a situação”, declarou Tumane Baldé.
A Guiné-Bissau regista 46 casos de covid-19, três dos quais recuperados.
Em termos de distribuição geográfica, 31 casos foram registados em Bissau, 10 em Canchungo, na região de Cacheu, e cinco na região de Biombo.
O responsável disse que, enquanto médicos, a equipa do COES não pretende “ir para os extremos”, impondo nomeadamente outras medidas previstas no decreto do Governo que regulamenta o estado de emergência em vigor no país.
No decreto que regulamenta o prolongamento do estado de emergência no país até 26 de abril, as autoridades guineenses endureceram algumas medidas, nomeadamente considerar crime de desobediência nos termos da legislação penal aplicável a rejeição de submissão a teste de diagnóstico para covid-19.
Tumane Baldé precisou que aquelas pessoas fazem parte do grupo de guineenses que ainda continua a negar a existência da doença no país.
“As pessoas estão a dizer que não acreditam que há o novo coronavírus na Guiné-Bissau. Dizem que é tudo estratégia do Governo para arranjar dinheiro junto da comunidade internacional”, observou o médico.
O porta-voz do COES, médico obstetra, lamentou que ainda haja pessoas na Guiné-Bissau “a colocar em causa uma evidencia científica e mundial”, afirmando que enquanto profissional de saúde vai continuar a fazer o seu trabalho.
“Nós, médicos fazemos a nossa parte, quando a pessoa já está infetada, mas prevenir a infeção é da responsabilidade de toda a sociedade, sobretudo dos órgãos de comunicação social”, sublinhou Tumane Baldé.
Contactada pela Lusa, Elisa Pinto, do Movimento da Sociedade Civil (plataforma que congrega cerca de centena e meia de organizações) disse que estão disponíveis para ajudar na resolução da questão, mas aguardam que as autoridades sanitárias lhes forneçam os elementos necessários.
“Precisamos saber, por exemplo, quem são essas pessoas, onde é que moram, para irmos falar com elas, como sempre fizemos no passado. Acreditamos que com diálogo, a situação será facilmente ultrapassada, pois está em causa a saúde de todos nós”, observou Elisa Pinto.
A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 137 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 450 mil doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
Fonte: lusa
por INFOCOVID19 | abr 16, 2020 | COVID-19
A Guiné-Bissau não registou nenhum caso positivo de Covid-19 nas últimas 24 horas, mantendo assim os 46 infetados e três recuperados, anunciou esta quinta-feira, 16 de abril, o Centro Operacional de Emergência de Saúde (COES).
Embora não se tenha registado nenhum caso no país hoje, a Guiné-Bissau é dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) mais atingido pelo novo coronavírus, somente superado por Cabo-Verde, atualmente com 56 casos positivos da doença, de acordo com os dados disponíveis.
Apesar da subida drástica do número de pessoas infetadas por Covid-19 no país, três dos indivíduos com doença estão curadas e o número pode aumentar nos próximos dias, segundo a indicação de Tumane Baldé, membro da comissão interministerial.
Aos jornalistas, Baldé diz que mais de cinco pessoas podem ser declaradas pelo COES como curadas, de acordo com os resultados da equipa médica que acompanha evolução do estado de saúde das pessoas infetadas.
A capital Bissau é mais atingida do país, com 35 casos, seguido de Canchungo, região de Cacheu, com 9 casos e região de Biombo com 2 casos, segundo as informações das entidades sanitárias da Guiné-Bissau.
A pandemia da covid-19 matou pelo menos 137.500 pessoas em todo o mundo desde que surgiu em dezembro na China, segundo um balanço da AFP às 11:00, que dá conta de mais de dois milhões de infetados.
De acordo com os dados da agência de notícias francesa, a partir de dados oficiais, foram registadas 137.500 mortos e pelo menos 2.083.820 casos de infeção em 193 países.
Pelo menos 450.500 doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.
Por: AC
por INFOCOVID19 | abr 16, 2020 | COVID-19
Distanciamento continua, mas chanceler Angela Merkel anunciou os primeiros passos para aliviar as restrições contra a Covid-19, com cautela. Algumas lojas podem abrir, as escolas continuam fechadas até 3 de maio.
É provável que o número de recuperados de Covid-19 na Alemanha seja agora superior ao número de infetados, segundo informações divulgadas pelo Instituto Robert Koch (RKI) desde segunda-feira (13.04). Mas esse dado não é suficiente para que o Executivo alemão vacile no plano de combate ao novo coronavírus, em vigor desde 22 de março.
No dia em que as mortes da doença na Alemanha subiram para mais de 3.500, Angela Merkel aprovou a renovação das principais medidas de contenção, pelo menos, até 3 de maio. Apesar de ter levantado algumas restrições, a chanceler alemã disse que é preciso “prosseguir com cautela extrema” e alertou que o país atingiu um “sucesso parcial e frágil” contra o surto do novo coronavírus. Apontou, contudo, que o sistema de saúde ainda não está sobrecarregado.
A comunicação das novas medidas de contenção foi feita esta quarta-feira (15.04) após um encontro com os chefes dos 16 Estados federados onde foi discutido o último relatório elaborado pelo chamado comité corona.
Merkel aproveitou para agradecer aos cidadãos por terem alterado as suas vidas, desistindo dos contatos sociais, como forma de ajudar o próximo.
// DW
por INFOCOVID19 | abr 15, 2020 | COVID-19
A Guiné-Bissau regista mais três casos de infeções pelo novo coronavirus, elevando-se a 46 o número total das pessoas com a doença, anunciou esta quarta-feira, 15 de abril o Centro Operacional de Emergência de Saúde(COES).
De acordo com COES, foram realizadas 48 análises pelo Laboratório Nacional da Saúde Pública, entre a capital Bissau e o setor de Canchungo, região de Cacheu, resultando em 45 testes negativos e três positivos, sendo dois da cidade de Canchungo e um de Bissau.
Em conferência de imprensa para atualizar a evolução epidemológica sobre a pandemia no país, Tumane Baldé, membro da comissão interministerial que segue a evolução dos casos, revela que os pacientes diagnosticados com Covid-19 estão clinicamente estável e sem grandes preocupações.
Apesar do aumento paulatino de pessoas infetadas, a cada dia que passa na Guiné-Bissau, Baldé, médico de profissão, mostrou-se confiante que nos próximos dias um grupo de indivíduos com doença pode ser deserclarado como curado pelas entidades sanitárias.
A capital Bissau é mais atingida, com 34 casos, seguido de Canchungo com 9 casos e região de Biombo com 2 casos, segundo as informações das entidades sanitárias da Guiné-Bissau.
De referir que o autoproclamado Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló explica que decidiu prolongar o estado de emergência no país até 26 de abril, porque a “situação piorou”.
Sissoco Embaló tinha declarado estado de emergência de 27 de março a 11 de abril.
No âmbito do combate ao novo coronavírus, as autoridades guineenses declararam o estado de emergência, bem como o encerramento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas na Guiné-Bissau, medidas que foram acompanhadas de uma série de outras restrições à semelhança do que está a acontecer em vários países do mundo.
Uma das restrições só permite que as pessoas circulem entre 07:00 e as 11:00 locais.
Por: AC
por INFOCOVID19 | abr 15, 2020 | COVID-19
As Nações Unidas na Guiné-Bissau anunciaram hoje apoio a um projeto para verificar factos e tentar impedir a disseminação de notícias falsas sobre a pandemia do novo coronavírus no país.
“Durante esta pandemia da covid-19, a rápida disseminação de notícias falsas e de desinformação pode colocar muitas vidas em risco. Muitos artigos e notícias, desde a origem do vírus até à prevenção e cura não comprovadas são publicadas nas diversas páginas sociais e em outras plataformas on-line sem evidências”, refere a ONU na Guiné-Bissau, numa mensagem na rede social Facebook.
Por causa disso, as Nações Unidas na Guiné-Bissau decidiram apoiar o “desenvolvimento de um ‘site’ de verificação de factos que ajude os cidadãos da Guiné-Bissau a estarem informados com informações credíveis”.
A plataforma pode ser consultada em
www.nobaschecker.org e na rede social Facebook e tem o apoio do Fundo da ONU para o Desenvolvimento, do Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau e do Fundo de Consolidação da Paz.
“Ao criar uma ampla comunidade de verificadores de factos envolvendo jornalistas, médicos, economistas da Guiné-Bissau e de todo o mundo, a plataforma visa combater a desinformação e desmascarar notícias falsas em torno da pandemia, fornecendo factos e notícias verificadas cientificamente”, salienta a ONU.
Em declarações à Lusa no final de março, o bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau, António Nhaga, disse estar “bastante preocupado” com o que considerou o “canibalismo” das notícias falsas no país, que estavam a levar as pessoas a não acreditar na informação verdadeira que circula.
“Estou bastante preocupado, porque na Guiné-Bissau as `fake news’ intensificaram-se de tal maneira que já não se acredita na imprensa tradicional”, lamentou à Lusa António Nhaga, referindo-se às falsas notícias que circulam nas redes sociais guineenses sobre a pandemia do novo coronavírus.
A Guiné-Bissau tem confirmados 43 casos de covid-19.
No âmbito do combate ao novo coronavírus, as autoridades guineenses declararam o estado de emergência, que foi renovado no sábado até 26 de abril, bem como o encerramento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas na Guiné-Bissau, medidas acompanhadas de uma série de outras restrições à semelhança do que está a acontecer em vários países do mundo.
Uma das restrições só permite que as pessoas circulem entre 07:00 e as 11:00 locais (menos uma hora que em Lisboa).
O número de mortes provocadas pela covid-19 em África é de 874 com mais de 16 mil casos registados em 52 países, de acordo com a mais recente atualização dos dados da pandemia naquele continente.
A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou quase 127 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
//Lusa
por INFOCOVID19 | abr 14, 2020 | COVID-19
A Guiné-Bissau é, dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), o mais mais atingido pelo novo coronavírus, com 43 casos confirmados, de acordo com os dados disponíveis.
Apesar desta subida drástica das pessoas infectadas por Covid-19 no país, três dos indivíduos com doença estão curadas, segundo entidade sanitária guineense.
A capital Bissau é mais atingida, com 34 casos, seguido de sector de Canchungo, região de Cacheu, com 7 casos, e região de Biombo com 2 casos.
Sem caso de óbito por Covid-19, as autoridades sanitárias afirmam que existem cidadãos que refutam a existência de infectados por coronavírus no país.
De referir que a Guiné-Bissau registou os primeiros casos da doença de Covid-19 a 25 de março, num anuncio pelo autoproclamado Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, através da sua página no Twitter.
Em relação aos restantes países dos PALOP, em Moçambique o número de casos registados oficialmente de infeção pelo novo coronavírus subiu de 21 para 28, anunciou hoje o Ministério da Saúde.
O país não tem registo de vítimas mortais devido à pandemia.
Depois de Moçambique, segue a Angola com 19 pessoas cosos de infecção pelo novo coronavírus confirmados, sendo que os pacientes foram infetados fora do país, sendo que dois pacientes morreram e dois se recuperaram.
No arquipélago de Cabo-Verde, as autoridades sanitárias confirmaram hoje um novo caso de covid-19 na Boavista, o sétimo naquela ilha, elevando para 11 o total de casos positivos no país.
Desde 19 de março, Cabo Verde regista 11 casos de covid-19, distribuídos pelas ilhas das Boa Vista (7), Santiago (3) e São Vicente (1). Um desses casos, na Boa Vista, trata-se de um turista inglês de 62 anos, que acabou por morrer.
Em São Tomé e Príncipe, último país dos PALOP a confirmar a contaminação por Covid-19, a situação permanece estável – com quatro infeções registadas. Os pacientes continuam em isolamento e não foram realizados mais testes.
O tipo de contaminação está sendo a ser investigado pelas autoridades de saúde do país.
O número de mortes provocadas por covid-19 em África ultrapassou hoje 800 casos, com mais de 15 mil casos de infeção registados em 52 países, de acordo com a mais recente atualização dos dados da pandemia no continente
Por: AC
Fonte: lusa e DW