por INFOCOVID19 | abr 22, 2020 | COVID-19
Moussa Seydi, médico infeciologista que se encontra na linha da frente de combate à Covid-19 no Senegal, associa o elevado número de recuperados naquele país à administração do fármaco hidroxicloroquina em pacientes infetados com SARS-CoV 2.
O Senegal é um dos países, em solo africano mas também à escala mundial, que tem tido maior sucesso no combate à propagação ao surto do novo coronavírus.
Com 412 casos diagnosticados desde o início da pandemia, o Senegal contabiliza, até agora, apenas cinco óbitos, sendo que o número de recuperados já suplanta as 240 pessoas (242).
À revista francesa Marianne, Moussa Seydi, médico infeciologista que se encontra na linha da frente de combate à Covid-19 nesta nação africana, revelou que o segredo deste sucesso pode estar na administração do fármaco hidroxicloroquina em pacientes infetados com o SARS-CoV 2.
“Implementámos um protocolo de tratamento para os pacientes menos graves com recurso a hidroxicloroquina. Tratamento esse, em que ao momento, observo bons resultados em relação à redução da carga viral”, realçou Moussa Seydi.
“Como o Dr. Raoult também já o verificou (Didier Raoult, médico e microbiologista francês, responsável por vários estudos realizados com hidroxicloroquina), nós também confirmámos uma queda na carga viral após uma semana, o que induz uma cura mais rápida. A relação entre o risco/benefício descai para os benefícios. Considero que não perco nada em realizar este tipo de tratamento com os meus pacientes, especialmente porque não verifiquei qualquer efeito colateral”, acrescentou o infeciologista senegalês. Todavia esta opinião não é unânime.
Salvaguarde-se, porém, que a Agência Nacional de Segurança de Medicamentos (ANSM) de França avisou, no passado dia 10 de abril, que os efeitos colaterais relatados em pacientes Covid-19 tratados com o fármaco hidroxicloroquina representam um “sinal de alerta importante” sobre uma “fragilidade particular” no nível cardíaco.
Fonte: lusa
por INFOCOVID19 | abr 21, 2020 | COVID-19
O Movimento Nacional da Sociedade Civil quer que pessoas suspeitas de estarem infectadas por novo coronavírus a fazer teste por forma esclarecer as suas situações de saúde.
Entretanto, a situação de casos de contaminação de Covid 19, contínua estável nos últimos dias no país.
O Centro de Operações de Emergência em Saúde indicou que o país não registou nenhum novo caso até aqui, mas mantêm grande preocupação nas quarenta e três pessoas que se recusam fazer testes para apurar o estado clínico em que se encontram.
//RDP ÁFRICA
por INFOCOVID19 | abr 21, 2020 | COVID-19
Guiné-Bissau não regista novos casos de infeção por covid-19 há quatro dias, anunciou esta terça-feira, 21 de abril, o Centro de Operações de Emergência de Saúde do país (COES).
O país mantém assim os 50 casos anteriormente identificados, dos quais há a registar três pacientes recuperados, encontrando-se os restantes doentes estáveis, segundo a indicação da equipa sanitária.
Em conferência de imprensa de atualização do boletim diário da doença no país, nas instalações do Ministério de Saúde Pública, Tumane Baldé, membro da comissão interministerial, revela que dos 54 novos casos analisados pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública todos deram negativos.
“Das 56 amostras analisadas pelo Laboratório Nacional, 54 deram negativos, isso quer dizer que não ouve casos novos. Todos 54 eram pessoas de contatos novos e tivemos dois positivos, mas são pessoas que estavam já confinadas em tratamento, depois de 15 dias repetimos os analises e os resultados deram de novo positivo”, explicou Baldé.
Embora nos últimos dias não tenha sido registado novos casos de infeção por covid-19, existem cerca de 43 indivíduos suspeitos de estarem infetados e que se recusam a serem testados, segundo a indicação de Baldé. Estas pessoas vivem na capital Bissau e Canchungo, região de Cancheu.
Aos jornalistas, o membro da comissão interministerial assegura que o Ministro de Saúde Pública do executivo liderado por Nuno Gomes Nabiam, Antônio Deusa, já informou às instituições competentes no sentido de tomarem medidas sobre esta situação.
O país tem até hoje 50 casos confirmados de Covid-19, três dos quais curados, distribuídos pelo setor autónomo de Bissau (32), Canchungo (13) e Biombo (5).
Com elevado números das pessoas com covid-19, o Presidente declarado vencedor das eleições presidencais da Guiné-Bissau pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), Umaro Sissoco Embaló, admitiu esta segunda-feira prolongar o Estado de Emergência que tem a vigência de 15 dias.
O número de infetados pela covid-19 em África subiu para 22.275, dos quais 5.489 recuperaram da doença, registando-se já 1.119 mortes, revelou hoje o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).
Por: AC
por INFOCOVID19 | abr 21, 2020 | COVID-19
O país Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) mais afetado por covid-19 continua a ser Cabo-Verde, com 67 casos e uma morte, segundo o boletim do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas.
Em termos de distribuição geográfica no arquipélago, 52 casos foram registados em Boavista, 14 em Santiago e 1 em São Vicente. Um dos casos da Praia (Santiago) já foi considerado como recuperado da doença.
O país iniciou no sábado passado um segundo período de estado de emergência, mantendo na generalidade as restrições de movimentos e de encerramento de empresas, bem como a obrigação geral de confinamento, em vigor desde 29 de março, mas diferenciado por ilhas.
Em relação aos restantes países dos PALOP, a Guiné-Bissau contabiliza 50 pessoas infetadas pelo novo coronavírus, Moçambique tem 39 casos declarados da doença e Angola soma 24 casos de covid-19 e duas mortes.
São Tomé e Príncipe continua sem casos registados, após uma primeira identificação de quatro casos positivos que não foram confirmados na segunda análise.
Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), estão confirmados 79 casos positivos de infeção.
A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 167 mil mortos e infetou mais de 2,4 milhões de pessoas.
Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.
Por: AC
Fonte: Lusa
por INFOCOVID19 | abr 20, 2020 | COVID-19
O Presidente declarado vencedor das eleições presidencais da Guiné-Bissau pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), Umaro Sissoco Embaló, admitiu prolongar o Estado de Emergência que tem a vigência de 15 dias.
“Estamos a avaliar prolongar o Estado de Emergência, mas é uma possibilidade que está em cima da mesa”, declarou Umaro Sissoco Embaló aos jornalistas no final da reunião extraordinária da comissão interministerial com objetivo de analisar a situação de coronavirus no país.
A Guiné-Bissau tem até hoje 50 casos confirmados de Covid-19, três dos quais curados, distribuídos pelo setor autónomo de Bissau (32), Canchungo (13) e Biombo (5).
Nesta senda, Sissoco Embaló apelou aos cidadãos guineenses a continuarem a respeitar as medidas adotados no combate ao coronavírus, colaborando assim com as autoridades sanitárias.
Questionado pela imprensa para quando as pessoas infetadas pelo covid-19 vão ser transferidas para o centro de internamento, Embaló limitou-se a dizer que essas pessoas estão a receber todo o apoio da equipa sanitária nas suas respetivas residências.
Embalo reconhece que o país já tem um centro disponível para isolar as pessoas infetadas, mas fez lembrar que a Guiné-Bissau é um país onde a sensibilização é muito importante.
Em relação aos trabalhos desenvolvidos na luta contra covid-19 pelas estruturas competentes, o Presidente declarado vencedor das eleições presidenciais da Guiné-Bissau pela CNE considera-o de positivo, com poucos recursos à disposição.
Sobre confrontos entre as forças de segurança e as populações relativamente às medidas de prevenção, Sissoco Embaló diz que o papel da corporação neste momento é sensibilizar as populações, mas não uso de força.
No âmbito do combate à pandemia, a Guiné-Bissau já prolongou o estado de emergência até 26 de abril e endureceu algumas das medidas para combate à prevenção da doença, à semelhança do que acontece em alguns países do mundo.
Fonte: RJ
por INFOCOVID19 | abr 20, 2020 | COVID-19
Uma vacina contra o novo coronavírus pode estar pronta para uso na Suíça em outubro próximo, anunciaram hoje cientistas de uma equipa que trabalha no desenvolvimento deste produto no Hospital Universitário de Berna e na indústria de biotecnologia.
“Esta será a primeira ou uma das primeiras vacinas” a conter a pandemia do covid-19″, disse em conferência de imprensa o chefe do Departamento de Imunologia do Hospital Universitário de Berna (também conhecido como Inselspital), Martin Bachmann, que lidera o trabalho de pesquisa.
Este trabalho de pesquisa da vacina está agora no estágio de teste de eficácia e de segurança.
O especialista garantiu que existem “possibilidades realistas” para iniciar uma vacinação em massa da população suíça em outubro, um período muito mais curto do que o de 12 a 18 meses, com base no qual especialistas e empresas do setor farmacêutico trabalham.
Bachmann explicou que a pesquisa que dirige está a ser feita em colaboração com instituições científicas do Reino Unido, Letónia e China, bem como da Universidade de Zurique.
A investigação está numa fase em que foram resolvidos problemas que possibilitarão a realização de ensaios médicos (com pessoas) em agosto e uma comercialização da vacina dois meses depois, adiantou.
A tecnologia escolhida gera alta imunogenicidade, o que a torna adaptada para idosos, não possui contraindicações para quem sofre de doenças crónicas e é muito produtiva, pois com uma pequena quantidade de vacina podem ser produzidas 20 milhões de doses, explicou, nesta conferência de imprensa virtual, a partir de Berna.
Sobre a segurança oferecida pela vacina, Bachmann afirmou que “tudo está a ser feito de acordo com os padrões, mas de maneira acelerada”, acrescentando que estão a ser seguidas as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Além disso, o especialista argumentou que a vacina ou as vacinas usadas contra o novo coronavírus provavelmente oferecem proteção a longo prazo e não é necessário renová-las a cada ano, como no caso da gripe.
Isso, explicou, ocorre porque o SARS-CoV-2, que causa a doença da covid-19, é um vírus “estável” e não foram encontrados motivos para pensar que seja suscetível a mutações de curto prazo e, portanto, “uma eventual vacina provavelmente não será proteger por toda a vida, mas por um período de cerca de 10 a 15 anos”.
A equipa de Bachmann trabalha com a Saiba, uma empresa de biotecnologia especializada em vacinas e que lida com questões de regulação e de financiamento desse projeto, que seria realizado em parte por uma fundação da Universidade de Zurique.
No processo de pesquisa e desenvolvimento, o diretor de operações da Saiba, Gary Jennings, disse que há conversas com os farmacêuticos suíços Novartis e Lonza sobre a futura produção da vacina.
O executivo e médico em bioquímica explicou que espera chegar a um acordo com as agências reguladoras e as autoridades suíças para realizar uma vacinação em massa, considerando “a longa história de pragmatismo” que o país possui. “Acreditamos que podemos chegar a um acordo com o Governo suíço para tornar a vacina uma realidade rapidamente”, estimou.
Também garantiu que a equipa que trabalha neste projeto está disposta a facilitar a transferência de tecnologia para que a vacina possa ser produzida noutros países a preços muito acessíveis.
A nível global, segundo um balanço de hoje da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.
Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Fonte: lusa