SISSOCO EMBALO: “OS EFEITOS DE COVID-19 TÊM TIDO UM IMPACTO NEGATIVO NA ECONOMIA DA GUINÉ-BISSAU “

SISSOCO EMBALO: “OS EFEITOS DE COVID-19 TÊM TIDO UM IMPACTO NEGATIVO NA ECONOMIA DA GUINÉ-BISSAU “

O Presidente declarado vencedor das eleições presidenciais da Guiné-Bissau pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e reconhecido pela CEDEAO, afirmou que os efeitos desta pandemia têm tido um impacto negativo na economia da Guiné-Bissau, uma vez que o país está em plena época da campanha do caju, principal produto de exportação do país.
Segundo Umaro Sissoco Embalo, devido às medidas de contenção da propagação de covid-19, a maioria das famílias não terá o único rendimento anual que lhes permite viver ao longo do ano.
“O nosso país, à semelhança dos demais países da sub-região, está a enfrentar uma grave crise socioeconômica e humanitária em consequência da propagação de coronavírus. Por isso, urge tomar medidas estratégicas para diminuir os impactos negativos e reerguer a nossa economia”, explicou Sissoco Embalo.
Sissoco Embalo falava esta quinta-feira, 23 de abril, por videoconferência, na Sessão Extraordinário da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), no Palácio da República, para debater o combate à pandemia de covid-19 na região.
Durante a sua intervenção, Embalo assegurou aos seus homólogos que o executivo liderado por Nuno Gomes Nabiam tem trabalhado na procura de soluções adequadas que permitam combater de forma eficaz a pandemia de covid-19 e ao mesmo tempo fazer face à difícil gestão dos assuntos internos.
Segundo Embalo, apesar dos parcos recursos disponíveis e do frágil sistema sanitário, a comissão criada para luta contra coronavírus, em conjunto com o governo, tomou as diligências necessárias para a criação de centros de isolamento, e apoiar as famílias carenciadas.
Em relação as pessoas infectadas por Covid-19 no país, Embalo disse que, tendo em conta o número total da população de menos de 2 milhões de habitantes, os 52 casos representam uma percentagem elevada.
O Presidente declarado vencedor do escrutínio, realçou também a contribuição dos parceiros internacionais, com destaque para OMS, na luta para travar a propagação da pandemia na Guiné-Bissau.
O país tem até hoje 52 casos confirmados de Covid-19, 3 dos quais curados, estando distribuídos pelo setor autónomo de Bissau (33), Canchungo (14) e Biombo (5).
Com elevado número de pessoas com covid-19, Umaro Sissoco Embaló, admitiu esta segunda-feira prolongar o Estado de Emergência que tem  vigência de 15 dias.
A pandemia afeta 52 dos 55 países e territórios de África, com cinco países – África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos e Camarões – a concentrarem quase metade das infeções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.
Por: AC
COMEÇOU PRIMEIRO ENSAIO PARA VACINA NA EUROPA

COMEÇOU PRIMEIRO ENSAIO PARA VACINA NA EUROPA

O primeiro ensaio com humanos na Europa para uma vacina para o novo coronavírus começou em Oxford.
Os dois primeiros voluntários, de entre 800 pessoas recrutadas, foram injetados esta quinta-feira na cidade universitária.
Metade dos voluntários vai receber a vacina experimental para Covid-19, enquanto a outra metade vai receber uma vacina de controlo para a meningite.
Fonte: Abola
GUINÉ-BISSAU SEM NOVOS CASOS DE COVID-19 NAS ÚLTIMAS 24 HORAS

GUINÉ-BISSAU SEM NOVOS CASOS DE COVID-19 NAS ÚLTIMAS 24 HORAS

Há 24 horas que a Guiné-Bissau não regista novos casos de covid-19, mantendo-se os 52 registos de teste positivo, 3 recuperados e sem óbitos.
De acordo com o Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES), as 7 análises realizadas pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública não revelaram casos positivos de covid-19.
Em conferência de imprensa de atualização do boletim diário da doença no país, Tumane Baldé, membro da comissão interministerial, considera de promissor os últimos dados de infeções, devido à relativa queda na propagação.
Relativamente à situação clínica dos infetados, Baldé voltou a afirmar que apresentam um quadro clínico estável e que, nos próximos dias, poderá haver novidade em relação a pessoas curadas.
O país tem até hoje 52 casos confirmados de Covid-19, 3 dos quais curados, estando distribuídos pelo setor autónomo de Bissau (33), Canchungo (14) e Biombo (5).
Com elevado número de pessoas com covid-19, Umaro Sissoco Embaló, admitiu esta segunda-feira prolongar o Estado de Emergência que tem a vigência de 15 dias.
A pandemia afeta 52 dos 55 países e territórios de África, com cinco países – África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos e Camarões – a concentrarem quase metade das infeções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.
Por: AC
CDC ÁFRICA QUER TESTAR 10 MILHÕES DE PESSOAS EM QUATRO MESES

CDC ÁFRICA QUER TESTAR 10 MILHÕES DE PESSOAS EM QUATRO MESES

O diretor do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças Africano (CDC África) defendeu hoje a importância dos testes generalizados à covid-19, planeando testar 10 milhões de africanos nos próximos quatro meses.

“Lançámos uma iniciativa de testes em larga escala, que foi apresentada aos chefes de Estado africanos ontem [quarta-feira], e o objetivo imediato é testar 1 milhão de pessoas nas próximas quatro semanas, aumentando para 10 milhões nos próximos quatro meses e 20 milhões até final do ano”, disse John Nkengasong durante a conferência de imprensa virtual semanal do CDC África.

Nkengasong vincou a importância dos testes e salientou que já foram feitos 415 mil testes no continente, lamentando que, ainda assim, que o continente esteja “a correr atrás do prejuízo”.

“Se não testarmos em grande escala estamos cegos, é como pilotar um avião sem sistema de rádio, não conseguiremos estar à frente da curva, e isso é muito importante também para reabrir as economias, porque um dos indicadores para sabermos se podemos ultrapassar a fase do confinamento é saber quem está infetado e depois seguirmos os contactos de cada uma dessas pessoas para testarmos toda a gente”, disse o responsável.

Na semana passada, John Nkengasong anunciou que iria realizar em breve 1 milhão de testes, tendo feito, desde domingo, dia em que chegou ao continente a doação do milionário chinês Jack Ma, 73 mil testes de infeção pela covid-19.

“Estamos a correr atrás do prejuízo, mas temos de conseguir estar à frente da curva”, disse o diretor do CDC África, uma entidade que funciona no âmbito da União Africana.

Questionado sobre se África poderá ser o próximo centro mundial da pandemia, John Nkengasong respondeu que qualquer país pode ser o próximo, mas argumentou que estão a ser feitos esforços para que isso não aconteça.

“Qualquer país pode ser o próximo centro da pandemia, mas se fizermos algumas coisas vamos conseguir evitar que isso aconteça, não é uma profecia que se vai cumprir, e é por isso que temos de testar, é assim que conseguiremos evitar uma catástrofe”, defendeu.

Apontando o isolamento social e o confinamento como “essenciais para evitar uma explosão da propagação”, Nkengasong reconheceu que “isto não significa que os países estejam a conseguir controlar a propagação, mas sim que sem medidas de isolamento a propagação seria explosiva”.

O número de mortos provocados pela covid-19 em África subiu para 1.242 nas últimas horas, com quase 26 mil casos registados da doença em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas, o número de mortos registados subiu de 1.191 para 1.242 enquanto as infeções aumentaram de 24.686 para 25.937.

O número total de doentes recuperados subiu de 6.425 para 6.534.

O norte de África mantém-se como a região mais afetada pela doença com 10.990 casos, 867 mortos e 2.763 doentes recuperados.

Na África Ocidental, há registo de 6.183 infeções, 158 mortos e 1.794 doentes recuperados.

A África Austral contabiliza 77 mortos em 3.893 casos de covid-19 e 1.123 doentes recuperados.

A pandemia afeta 52 dos 55 países e territórios de África, com cinco países – África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos e Camarões – a concentrarem quase metade das infeções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.

Fonte: Lusa

Líderes da África Ocidental discutem combate à pandemia

Líderes da África Ocidental discutem combate à pandemia

Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países da África Ocidental (CEDEAO) reúnem-se hoje por videoconferência para debater o combate à pandemia da covid-19 na região.
“Os chefes de Estado abordarão a situação e o impacto da pandemia de coronavírus (Covid-19) na região da CEDEAO”, anunciou a organização, na sua página oficial nas redes sociais, sobre a cimeira, que será conduzida a partir de Abuja, na Nigéria.
Estão previstas intervenções do presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki -Mahamat, cabendo ao presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi Brou, uma apresentação sobre a situação e o impacto da pandemia na região.
A agenda da reunião prevê ainda alocuções de Issoufou Mahamadou, Presidente do Níger, na qualidade de presidente da conferência dos chefes de Estado e de Governo, e do representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel (UNOWAS), Mohamed Ibn Chambas.
A CEDEAO “disponibilizou imediatamente apoio financeiro, complementarmente à assistência recebida de parceiros internacionais, para a aquisição de material e equipamento médico essencial para a luta contra a pandemia”, recordou a organização.
Além dos lusófonos Cabo Verde e Guiné-Bissau, a CEDEAO integra também o Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.
Fonte: lusa
Internacional português Bruma apoia guineenses com 50 mil euros

Internacional português Bruma apoia guineenses com 50 mil euros

O futebolista internacional português Bruma, natural da Guiné-Bissau, vai apoiar os guineenses com 50 mil euros para compra de géneros alimentícios para enfrentarem as dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus, disse hoje à Lusa um amigo do jogador.
Victor Correia, também antigo jogador profissional e atualmente um conhecido ativista pelo futebol guineense, indicou à Lusa que Bruma “sentiu-se sensibilizado e decidiu ajudar os irmãos guineenses”.
Atualmente a representar os holandeses do PSV, Bruma quer que os 50 mil euros sejam utilizados para a compra do arroz (base da dieta alimentar dos guineenses), óleo alimentar e enlatados.
Os alimentos devem ser distribuídos “porta a porta nas casas de pessoas carenciadas” em toda a Guiné-Bissau e nos centros de saúde, sublinhou Victor Correia, que não poupa nas palavras para elogiar o gesto de Bruma.
“É nos momentos como este que se vê o caráter de grandes homens. Apesar de estar longe do país que o viu nascer, Bruma não se esqueceu dos irmãos guineenses. Bravo campeão”, declarou Victor Correia.
Por indicação de Bruma, a comissão que fará a distribuição dos géneros alimentícios vai ter de entregar ao Ministério da Saúde Pública 10 mil euros para apoiar aquela instituição nas suas despesas, no âmbito do combate ao novo coronavírus, frisou Correia.
A distribuição dos apoios de Bruma deve começar ainda esta semana, adiantou Victor Correia, que espera o mesmo gesto de “outras estrelas da Guiné-Bissau”.
Além de Victor Correria, integram a comissão de distribuição dos géneros Quintino Nhauri, presidente do Estrela Negra de Bissau (clube militar), Ratcha Na Bangna, irmão mais velho de Bruma, e representantes das confissões religiosas muçulmana, católica e evangélica.
“É a melhor forma de fazermos com que esta ajuda do Bruma chegue ao maior número possível de carenciados da nossa terra”, assinalou Victor Correia.
A Guiné-Bissau registou até hoje 52 casos da covid-19, três dos quais já estão recuperados.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 179 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Fonte: lusa