por INFOCOVID19 | abr 22, 2020 | COVID-19
Li Zehua diz ter sido colocado em quarentena forçada por parte das autoridades do país.
Li Zehua, jornalista que reportou diretamente a partir da linha da frente do combate à pandemia em Wuhan e que acusou a China de tentar encobrir os primeiros casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, reapareceu, esta quarta-feira, após uma ausência de quase dois meses.
A última aparição pública do repórter remontava a 26 de fevereiro, quando transmitiu, em direto para as redes sociais, durante largas horas, o vídeo em causa que terminou com o próprio a dizer que estava a ser perseguido por um SUV branco.
O carro terá, então, parado à frente do de Li Zehua, com os ocupantes a ordenar que este abandonasse o veículo. Uma ordem à qual não obedeceu, tendo acabado por conseguir fugir para casa, onde estavam vários polícias à civil que o procuravam.
Já em casa, o jornalista manteve as luzes desligadas de forma a que a sua presença não fosse notada, mas, após cerca de três horas, três homens entraram no seu apartamento e detiveram-no, acusando-o de perturbar a ordem pública.
Li Zehua terá, então, passado cerca de um mês em quarentena forçada em Wuhan, onde teve direito a três refeições por dia e a ver apenas a CCTV, estação televisiva pública chinesa, sob forte vigilância policial. Um cenário que durou até 28 de março, quando foi libertado.
“Durante todo este tempo, a polícia agiu de forma civilizada e legal, certificando-se de que tinha direito a descanso e comida. Importaram-se, verdadeiramente, comigo”, afirmou o jornalista, que tem permanecido com a família desde então, num vídeo publicado no Youtube.
Fonte: Lusa
por INFOCOVID19 | abr 22, 2020 | COVID-19
Cabo Verde elevou para 73 o número de casos positivos de infeção pelo novo coronavírus, com o registo de cinco novos casos na cidade da Praia, anunciou hoje o Ministério da Saúde.
Num comunicado, o Ministério cabo-verdiano avançou que os novos casos foram detetados na sequência de investigação epidemiológica dos casos anteriormente confirmados na capital do país.
“Nesse processo foram identificados mais 14 contactos, dos quais foram feitos análises laboratoriais. Esses resultados identificaram mais cinco casos de infeção por SARS-CoV-2”, informaram as autoridades de saúde cabo-verdianas.
“Confirma-se assim a transmissão comunitária no concelho, pelo que reforçamos o apelo para que as pessoas fiquem em casa e tomem devidos cuidados para evitar a propagação da covid-19”, terminou a nota governamental.
Com estes novos cinco casos, Cabo Verde passar a registar um total de 73, distribuídos pelas ilhas da Boa Vista (52), Santiago (20) e São Vicente (01).
Um dos casos da Praia (Santiago) já foi considerado como recuperado da doença e o primeiro caso do país, confirmado em 19 de março, na ilha da Boa Vista, terminou na morte de um turista inglês, de 62 anos.
Além disso, outros dois turistas estrangeiros que estavam na Boa Vista, com covid-19 diagnosticado, regressaram ainda em março aos países de origem (Inglaterra e Países Baixos), pelo que permanecem ativos no país 69 casos, todos em situação considerada estável.
Desde sábado que está em vigor um segundo período de estado de emergência, mantendo-se suspensas as ligações interilhas e a obrigação geral de confinamento.
A declaração do atual estado de emergência prevê para as ilhas da Boa Vista, Santiago e São Vicente, todas com casos de covid-19, que permaneça em vigor até às 24:00 de 02 de maio. Nas restantes seis ilhas habitadas, sem casos diagnosticados de covid-19, a prorrogação do estado de emergência é mais curto, até às 24:00 de 26 de abril.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 176 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Fonte: Lusa
por INFOCOVID19 | abr 22, 2020 | COVID-19
O boletim epidemiológico do Centro de Operações de Emergência de Saúde da Guiné-Bissau (COES) divulgado nesta quarta-feira, 22 de abril, confirmou mais dois novos casos de infeção por coronavirus na Guiné-Bissau.
Tratam-se de uma criança que reside na capital Bissau e um homem de aproximadamente 60 anos de idade do setor de Canchungo, região de Cacheu, segundo a indicação do COES.
Em conferência de imprensa de atualização do boletim diário da doença no país, nas instalações do Ministério de Saúde Pública, Tumane Baldé, membro da comissão interministerial, voltou a afirmar que os pacientes apresentam um quadro clínico estável e que, nos próximos 48 horas, poderá haver novidade em relação a pessoas curadas.
De acordo com Baldé, apesar do aumento de pessoas infetados por coronavirus no país, em Bissau, nos últimos dias, nota-se uma ligeira queda no registo de novos casos, ainda que tenha negado assumir que a cadeia de transmissão esteja controlada pelas autoridades sanitárias.
Em relação a situação das pessoas que estavam confinadas na clínica Madrugada em Bissau, o responsável diz que os resultados das análises deram negativos e nos próximos dias a instituição deve retomar os seus serviços.
As autoridades sanitárias mandaram encerrar na semana passada a clínica Madrugada por suspeita de contaminação do seu pessoal médico que atendeu uma paciente que acabou por falecer naquela unidade.
A Guiné-Bissau é, dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), o mais atingido pelo novo coronavírus, somente superado pelo arquipélago de Cabo-Verde, que contabiliza 68 pessoas infetadas com a doença.
O país tem até hoje 52 casos confirmados de Covid-19, 3 dos quais curados, estando distribuídos pelo setor autónomo de Bissau (33), Canchungo (14) e Biombo (5).
Com elevado número de pessoas com covid-19, o Presidente declarado vencedor das eleições presidências pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), Umaro Sissoco Embaló, admitiu esta segunda-feira prolongar o Estado de Emergência que tem a vigência de 15 dias.
Fonte: RJ
por INFOCOVID19 | abr 22, 2020 | COVID-19
As autoridades guineenses pretendem alargar os serviços do Laboratório Nacional de Saúde Pública a nível do território nacional para fazer exames às pessoas suspeitas de terem contraído o novo coronavirus na Guiné-Bissau, graças a equipamentos que recebeu dos parceiros para o combate ao civid-19 no país.
A garantia foi dada à imprensa esta terça-feira, 21 de abril, por Tumane Baldé, membro da comissão internacional, durante a atualização do boletim diário da doença no país, nas instalações do Ministério de Saúde Pública, em Bissau.
“A capacidade institucional e técnica do laboratório está muito melhorada, por isso, eu penso que nos próximos dias teremos a capacidade de fazer mais exames e pretendemos alargar este serviço para as regiões”, afirmou Tumane Baldé.
De acordo com Baldé, neste momento está em curso um trabalho técnico no sentido de melhorar a capacidade do laboratório nacional.
Embora sem novos casos de infeção nos últimos quatro dias, a grande preocupação das autoridades neste momento é a região de Cacheu, concretamente o setor de Canchungo, que tem 13 pessoas com a doença.
Nesta senda, Baldé assegura que o Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES) está a trabalhar para estancar a propagação de covid-19 naquela cidade que fica a cerca de 80 quilômetros da capital Bissau.
O país tem até hoje 50 casos confirmados de Covid-19, 3 dos quais curados, distribuídos pelo setor autónomo de Bissau (32), Canchungo (13) e Biombo (5).
Com elevado números de pessoas com covid-19, o Presidente declarado vencedor das eleições presidencais da Guiné-Bissau pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), Umaro Sissoco Embaló, admitiu esta segunda-feira prolongar o Estado de Emergência que tem a vigência de 15 dias.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 176 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Por: AC
por INFOCOVID19 | abr 22, 2020 | COVID-19
Moussa Seydi, médico infeciologista que se encontra na linha da frente de combate à Covid-19 no Senegal, associa o elevado número de recuperados naquele país à administração do fármaco hidroxicloroquina em pacientes infetados com SARS-CoV 2.
O Senegal é um dos países, em solo africano mas também à escala mundial, que tem tido maior sucesso no combate à propagação ao surto do novo coronavírus.
Com 412 casos diagnosticados desde o início da pandemia, o Senegal contabiliza, até agora, apenas cinco óbitos, sendo que o número de recuperados já suplanta as 240 pessoas (242).
À revista francesa Marianne, Moussa Seydi, médico infeciologista que se encontra na linha da frente de combate à Covid-19 nesta nação africana, revelou que o segredo deste sucesso pode estar na administração do fármaco hidroxicloroquina em pacientes infetados com o SARS-CoV 2.
“Implementámos um protocolo de tratamento para os pacientes menos graves com recurso a hidroxicloroquina. Tratamento esse, em que ao momento, observo bons resultados em relação à redução da carga viral”, realçou Moussa Seydi.
“Como o Dr. Raoult também já o verificou (Didier Raoult, médico e microbiologista francês, responsável por vários estudos realizados com hidroxicloroquina), nós também confirmámos uma queda na carga viral após uma semana, o que induz uma cura mais rápida. A relação entre o risco/benefício descai para os benefícios. Considero que não perco nada em realizar este tipo de tratamento com os meus pacientes, especialmente porque não verifiquei qualquer efeito colateral”, acrescentou o infeciologista senegalês. Todavia esta opinião não é unânime.
Salvaguarde-se, porém, que a Agência Nacional de Segurança de Medicamentos (ANSM) de França avisou, no passado dia 10 de abril, que os efeitos colaterais relatados em pacientes Covid-19 tratados com o fármaco hidroxicloroquina representam um “sinal de alerta importante” sobre uma “fragilidade particular” no nível cardíaco.
Fonte: lusa