por INFOCOVID19 | abr 14, 2020 | COVID-19
A China iniciou testes clínicos em seres humanos de duas possíveis vacinas contra o novo coronavírus, informou hoje a imprensa local, numa altura em que o surto, que é originário do país, se alastrou pelo mundo.
Trata-se de duas vacinas inativadas, que consistem em microrganismos produzidos pela inativação ou morte do vírus durante o processo de fabrico. A primeira vacina a ser testada obteve a licença para realizar ensaios clínicos no domingo e foi desenvolvida pelo Instituto de Virologia Wuhan, a cidade no centro da China onde os primeiros casos da doença foram detetados, em conjunto com a filial na mesma cidade da empresa estatal Sinopharm.
A segunda vacina é o resultado do trabalho conjunto de várias empresas, num processo liderado pela Sinovac Research & Development, empresa subsidiária da Sinovac Biotech, que também trabalhou numa vacina contra a Síndrome Respiratória Aguda e Grave (SARS), que surgiu na China, em 2003.
Segundo a publicação chinesa Caixin, o projeto da Sinopharm – que conta com o apoio financeiro do ministério chinês da Ciência e Tecnologia – vai testar a vacina em 1.396 voluntários, recrutados na província de Henan, no centro do país, nas fases iniciais, que deverão decorrer até 10 de novembro de 2021.
Em meados de março, as autoridades chinesas aprovaram o início de ensaios clínicos para outra vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Academia Militar de Ciências. O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 117 mil mortos e infetou quase 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia. O número total de infetados na China desde o início da pandemia é de 82.160, dos quais 3.341 morreram e, até ao momento, 77.663 pessoas tiveram alta.
Os Estados Unidos são o país que regista o maior número de mortes, contabilizando 22.935 até hoje, e aquele que tem mais infetados, com 568 mil casos confirmados. Fonte: lusa
por INFOCOVID19 | abr 14, 2020 | COVID-19
O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse hoje estar preocupado com o impacto que a pandemia pode ter, não só em termos humanitários, mas também económicos para a vida dos estados-membros e da própria organização. “É evidente que com o impacto do coronavírus – e não se esqueçam que a CPLP está presente nos quatro continentes – e com a descida do preço do petróleo, em alguns dos estados-membros da organização esse impacto será ou é já bastante acentuado”, afirmou o embaixador Francisco Ribeiro Telles.
Este facto, “terá consequências na própria atividade da CPLP, através dos recursos que aqueles estados disponibilizam para o funcionamento da própria organização”, acrescentou o dirigente, em declarações à Lusa. O diplomata admitiu que poderão verificar-se reflexos da situação económica ao nível do “pagamento atempado” das obrigações de cada Estado, nomeadamente das suas quotas para o orçamento da CPLP, mas “também para programas de cooperação”.
Na sequência da pandemia de Covid-19 os preços do petróleo nos mercados internacionais caíram para menos de 30 dólares o barril, e com isto a situação económica da “grande maioria dos estados-membros da CPLP – nomeadamente a de Angola e a da Guiné Equatorial – é preocupante”, frisou. Além da situação económica, o secretário executivo defendeu que é necessário também acompanhar com atenção, durante mais algumas semanas, a propagação da pandemia no continente africano, dado que neste momento não há “uma perspetiva do impacto que a covid poderá ter nos países africanos” e só depois disso tomar decisões.
Até 15 de março deste ano, os Estados-membros da CPLP já deviam à organização 3,8 milhões de euros de quotas em atraso, com o Brasil a liderar em valor e São Tomé e Príncipe em número de contribuições por pagar. Segundo dados oficiais a que a Lusa teve acesso e divulgou naquela altura, o Brasil devia 1.536.907,36 euros por duas contribuições anuais em atraso de 768.453,68 cada, uma referente a 2019 e a outra em relação ao ano em curso.
Logo em segundo lugar vinha Moçambique, com um total de 756.701,10 euros em dívida para com a CPLP por três contribuições em atraso, relativas aos anos de 2018, 2019 e 2020, cada uma delas de 252.233,70. Mas o estado-membro com o maior número de contribuições em atraso era até ali São Tomé e Príncipe, que não pagou as quotas anuais de 2018, 2019 e 2020, cada uma de 41.808 euros, e a somar a isto ainda tinha mais 16.801,07 euros da contribuições em 2017 por liquidar. Assim, o total da dívida de São Tomé e Príncipe então era de 142.225,07 euros, de acordo com o mesmos dados.
A Guiné-Bissau era outro dos estados-membros mais incumpridores, tendo também as quotas de 2018, 2019 e 2020 em atraso, cada uma delas de valor igual às de São Tomé e Príncipe, o que lhe dava um total em dívida de 125.424 euros. Apesar disto, o montante em dívida daqueles países era então inferior ao de uma Guiné Equatorial, que tinha apenas duas contribuições anuais em atraso, de 2019 e 2020, porque o valor de cada uma destas é superior (204.295,99 euro). Assim, o país tinha até aquela data por liquidar 408.591,98 euros de quotas para a CPLP.
Já Angola, com apenas a contribuição de 2020 por liquidar, devia 589.291,90 euros. Estes dois últimos países, bem como o Brasil, Portugal, Moçambique e Timor-Leste tem as contribuições mais elevadas para a organização. O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 117 mil mortos e infetou quase 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados. Em África, há registo de quase 800 mortos num universo de mais de 14 mil casos em 52 países. Integram a CPLP Brasil, Timor-Leste, Angola, Moçambique, Portugal, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Fonte: lusa
por INFOCOVID19 | abr 13, 2020 | COVID-19
As autoridades de saúde na Guiné-Bissau elevaram hoje para 40 o número de casos de infeção pelo novo coronavírus no país. Segundo o médico Tumane Baldé, do Centro Operacional de Emergência em Saúde (COES), nas últimas 17 análises realizadas uma deu positiva.
“Em suma, nós temos 40 casos confirmados”, afirmou Tumana Baldé, na conferência de imprensa diária do COES. O médico disse que o novo caso foi confirmado num homem de Bissau. “O novo caso está clinicamente estável”, afirmou Tumane Baldé.
Dos 40 casos confirmados, três já foram dados como recuperados pelas autoridades de saúde da Guiné-Bissau. Em relação ao encerramento temporário da clínica Madrugada, em Bissau, Tumane Baldé explicou que vai estar encerrada durante alguns dias para ser feita uma desinfestação.
As autoridades sanitárias guineenses decidiram hoje encerrar a clínica por suspeita de contaminação na sequência de uma paciente que morreu naquela unidade de saúde.
No âmbito do combate ao novo coronavírus, as autoridades guineenses declararam o estado de emergência, que foi renovado no sábado até 26 de abril, bem como o encerramento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas na Guiné-Bissau, medidas acompanhadas de uma série de outras restrições à semelhança do que está a acontecer em vários países do mundo. Uma das restrições só permite que as pessoas circulem entre 07:00 e as 11:00 locais.
IN LUSA
por INFOCOVID19 | abr 13, 2020 | COVID-19
A Liga Guineense dos Direitos Humanos registou mais de 100 queixas contra atuação das forças de segurança no âmbito das medidas de prevenção contra o novo coronavírus.
“Desde que foi decretado o estado de emergência na Guiné-Bissau, a 27 de março, até à presente data, a Liga Guineense dos Direitos Humanos registou mais de 100 casos de denúncias de espancamentos, cobranças ilícitas e violações graves dos direitos humanos perpetrados pelas forças de segurança, sem que tenham sido responsabilizadas”, refere, em comunicado a que a Lusa teve hoje acesso, a organização guineense.
No comunicado, divulgado na rede social Facebook, a Liga Guineense dos Direitos Humanos condena aqueles atos e exige ao Ministério do Interior a “abertura de inquéritos céleres e transparentes, tendentes à responsabilização disciplinar e criminal de todos os seus agentes, que se têm aproveitado do estado de emergência para lançar medo e terror junto da população”.
O caso mais recente, segundo a organização guineense, ocorreu em São Domingos, no norte do país, quando as forças de segurança obrigaram uma família, que estava debaixo de uma árvore, na sua propriedade, a abandonarem o local.
O ato provocou discussões entre os membros da família e a polícia, que disparou uma arma de fogo, e que culminou com violência física com registo de dois feridos.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos refere que as vítimas foram obrigadas a pagar uma multa de 15 euros, “para além de terem sido ameaçadas com um novo espancamento se denunciassem o ocorrido”.
“A esquadra da polícia de São Domingos, na pessoa do seu comissário, tem sido referenciado em atos de cobranças ilegais e intimidações sistemáticas dos cidadãos”, acrescenta a organização.
No âmbito do combate ao novo coronavírus, as autoridades guineenses declararam o estado de emergência, que foi renovado sábado até 26 de abril, bem como o encerramento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas na Guiné-Bissau, medidas que foram acompanhadas de uma série de outras restrições à semelhança do que está a acontecer em vários países do mundo.
Uma das restrições só permite que as pessoas circulem entre 07:00 e as 11:00 locais (menos uma hora que em Lisboa).
Dados divulgados sábado pelas autoridades sanitárias guineenses, apontam que na Guiné-Bissau o número de pessoas infetadas com o novo coronavírus é de 39.
A covid-19 atingiu a Guiné-Bissau num momento em que o país vive mais um período de crise política, depois de o general Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, enquanto decorre no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.
Umaro Sissoco Embaló tomou posse numa cerimónia dirigida pelo vice-presidente do parlamento do país Nuno Nabian, que acabou por deixar aquelas funções, para assumir a liderança do Governo nomeado pelo autoproclamado Presidente.
O Governo demitido por Umaro Sissoco Embaló, o do primeiro-ministro Aristides Gomes, mantém o apoio da maioria no parlamento da Guiné-Bissau.
O Governo liderado por Nuno Nabian ocupou os ministérios com o apoio de militares, mas Sissoco Embaló recusa que esteja em curso um golpe de Estado no país e diz que aguarda a decisão do Supremo sobre o contencioso eleitoral.
Depois de os ministérios terem sido ocupados, as forças de segurança estiveram em casa dos ministros de Aristides Gomes para recuperar as viaturas de Estado.
Na sequência da tomada de posse de Umaro Sissoco Emabaló e do seu Governo, os principais parceiros internacionais da Guiné-Bissau apelaram a uma resolução da crise com base na lei e na Constituição do país, sublinhando a importância de ser conhecida uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre o recurso de contencioso eleitoral.
O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassados as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 112 mil mortos e infetou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Dos casos de infeção, quase 375 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com mais de 932 mil infetados e 77 mil mortos, é o que regista o maior número de casos, e a Itália é o segundo país do mundo com mais vítimas mortais, contando 19.899 óbitos e mais de 156 mil casos confirmados.
No continente africano, o número de mortes provocadas pela covid-19 subiu hoje para 788 e há mais de 14 mil casos registados em 52 país.
//Lusa
por INFOCOVID19 | abr 13, 2020 | COVID-19
Há um total de 70 vacinas em testes, segundo Organização Mundial da Saúde. China e Estados Unidos lideram investigação.
Três das 70 vacinas que estão a ser desenvolvidas contra o novo coronavírus já estão a ser testadas em humanos. A informação foi revelada pela Organização Mundial da Saúde, que publicou um documento sobre os laboratórios que estão a investigar formas de travar esta pandemia.
Segundo a informação citada pela agência Bloomberg, China e Estados Unidos estão na linha da frente da investigação.
No caso da China, a vacina desenvolvida pelo consórcio entre o Instituto de Biotecnologia de Pequim e a empresa CanSino Biologics já tem autorização para os ensaios clínicos No caso dos Estados Unidos, as farmacêuticas Moderna e Inovio, de forma separada, já estão a testar o tratamento em humanos. Em fase de pré-ensaios clínicos, encontram-se as vacinas desenvolvidas pelos norte-americanos da Pfizer e os franceses da Sanofi.
Todos os laboratórios estão atualmente numa luta contra o tempo para encontrar uma vacina que trave a pandemia contra a Covid-19. Habitualmente, uma vacina demora entre 10 a 15 anos a chegar ao mercado após a fase de investigação. Só que as farmacêuticas contam ter uma solução pronta já em 2021.
Fonte: JN