por INFOCOVID19 | abr 28, 2020 | COVID-19
O Centro de Operações de Emergência de Saúde da Guiné-Bissau confirmou hoje que mais 15 pessoas já recuperaram da covid-19, elevando para 18 o número de casos que já não estão contaminados com o novo coronavírus.
A Guiné-Bissau registou até hoje 74 casos de covid-19, entre os quais se encontra uma vítima mortal e 18 recuperados.
O médico Tumane Baldé, porta-voz do Centro de Operações de Emergência de Saúde, disse também que as brigadas de resposta rápida estão por toda a Guiné-Bissau a identificar pessoas que tiveram contactos com a vítima mortal.
“Também já pedimos ao Governo para decretar o uso de máscaras obrigatório para toda a gente” para minimizar o contágio, salientou o médico guineense, acrescentando que os guineenses também devem ter um comportamento cívico, porque se está a falar de uma pandemia, que atinge o mundo todo.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou no domingo o estado de emergência no país até 11 de maio.
No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses encerraram também as fronteiras, serviços não essenciais, incluindo restaures, bares e discotecas e locais de culto religioso, proibiram a circulação de transportes urbanos e interurbanos e limitaram a circulação de pessoas ao período entre as 07:00 e as 14:00 horas.
O estado de emergência foi declarado pela primeira vez no país a 28 de março e já foi prolongado duas vezes.
O número de mortes provocadas pela covid-19 em África subiu para 1.467 nas últimas horas, com 33.273 casos da doença registados em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, Guiné Equatorial lidera em número de infeções (258) e uma morte, seguido de Cabo Verde (114 e uma morte), Moçambique (76), Guiné-Bissau (74 e uma morte), Angola (27 infetados e dois mortos) e São Tomé e Príncipe tem oito casos confirmados.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 211 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 832 mil doentes foram considerados curados.
Fonte: lusa
por INFOCOVID19 | abr 27, 2020 | COVID-19
A Organização Mundial de Saúde mostrou-se preocupada com as tendências de aumento de casos de Covid-19 em África, no leste da Europa, na América Latina e em alguns países asiáticos. Agradeceu o recente contributo de Portugal para o segundo plano de resposta à pandemia.
Numa fase em que muitos países estão a aligeirar ou a levantar as medidas de restrição impostas no combate à pandemia de Covid-19, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhou esta segunda-feira, na conferência de imprensa diária, que a batalha contra o coronavírus está longe do fim.
“Com as quarentenas na Europa a serem aligeiradas face aos números decrescentes de novos casos de Covid-19, continuamos a instar aos países para procurarem, isolarem, testarem e tratarem todos os casos e encontrarem todos os contactos, para assegurarem que as tendências de decrescimento continuam”, sublinhou o responsável da OMS.
“A pandemia está longe de ter acabado. A OMS continua a estar preocupada com as crescentes tendências em África, no leste da Europa, na América Latina e em alguns países asiáticos. Como em todas as regiões, há uma subnotificação de casos e mortes em muitos países destas regiões por causa da baixa capacidade de testes”, acrescentou Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelando mais uma vez à união dos países.
“O vírus não será derrotado se não estivermos unidos. Se não estivermos unidos, o vírus vai explorar as fissuras entre nós e vai continuar a criar caos. Vão perder-se vidas”, afiançou.
Portugal foi alvo de uma menção do diretor-geral nesta conferência de imprensa, que agradeceu a recente contribuição financeira portuguesa, mas também da China e do Vietname, para o segundo plano estratégico de resposta da OMS, que vai ser lançado no final desta semana.
Tedros Adhanom Ghebreyesus relembrou ainda a importância das campanhas de vacinação, nomeadamente para as crianças. O diretor-geral da OMS realçou que anualmente há mais de 13 milhões de crianças que não são vacinadas.
“Sabemos que esse número vai aumentar por causa da Covid-19”, referiu, antes de dizer que se “a cobertura de vacinações cair”, mais surtos vão ocorrer, incluindo de doenças fatais como o sarampo e a poliomielite.
Fonte: lusa
por INFOCOVID19 | abr 27, 2020 | COVID-19
Há, na Guiné-Bissau, um total de 73 casos confirmados de infeção pelo novo coronavirus, entre os quais 18 são considerados curados e um óbito confirmado, de acordo com informações que constam do boletim epidemiológico do Centro de Emergência de Operações em Saúde do país(COES), divulgado esta segunda-feira, 27 de abril.
De acordo com COES, estes 20 novos casos resultou das 94 analises realizadas pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública, nos últimos 24 horas, onde 17 exames deram inconclusivos e 57 negativos.
Em conferência de imprensa diária relativa às ocorrências da pandemia de covid-19 na Guiné-Bissau, nas instalações do Ministério de Saúde Pública, Tumane Baldé, membro da comissão interministerial, lamentou esta subida drástica na doença no país, embora tenha realçado ser fundamental que se trabalhe rapidamente para controlar a cadeia da propagação do vírus.
“Como sabemos, uma das fontes de infeção é um empresário português que esteve no país, por isso, é fundamental intensificarmos o trabalho com as pessoas que estiveram em contato com o empresário, no sentido de permitir estancar a propagação do vírus”, alertou Baldé.
De acordo com Baldé, estes novos casos infetados pelo novo coronavirus são todos da capital Bissau.
Em termos da distribuição, Bissau tem 54 casos, Canchungo, região de Cacheu 14 e Biombo 5.
Na ocasião, o médico Dionísio Cumba, presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública do país (INASA), assegurou que nos próximos dias o Laboratório vai reconfirmar as análises das pessoas que deram inconclusivas.
No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses encerraram as fronteiras, bem como os serviços não essenciais, incluindo restaurantes, bares, discotecas e locais de culto religioso.
Foram também impostas medidas de restrição de circulação, que só autorizam as pessoas a sair de casa entre as 07:00 às 12:00 para abastecimento de bens essenciais.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou ontem o estado de emergência no país até 11 de maio no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.
Por: AC
por INFOCOVID19 | abr 27, 2020 | COVID-19
Presidente guineense anunciou a compra de chá fabricado em Madagáscar para o tratamento de infetados no país. Entretanto, não há comprovação científica da eficácia do produto no tratamento da Covid-19.
Em discurso à nação no domingo (26.04), o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse que vai adquirir um produto à base de plantas medicinais, fabricado em Madagáscar, para combater o novo coronavírus no país.
O Presidente afirmou que já manteve contatos, por videoconferência, com o seu homólogo malgaxe, Andry Rajoelina, sobre a possibilidade de compra.
Na semana passada, Andry Rajoelina apresentou publicamente um chá, batizado de “Covid-Organics”, preparado à base de artemísia, uma planta utilizada no tratamento da malária e que na Guiné-Bissau é conhecida por ‘nenebadaji’ e outras ervas.
Eficácia de plantas medicinais
Embora a eficácia da substância não tenha sido comprovada em laboratório, o líder malgaxe, que bebeu o chá na presença de jornalistas e embaixadores, defendeu que o uso da substância teria curado duas pessoas que estavam infetadas pela Covid-19.
Ao anunciar as diligências para a aquisição dos produtos, Umaro Sissoco Embaló exibiu para os jornalistas um trecho da videoconferência que manteve com Andry Rajoelina e da conversa ficou assente que é só a Guiné-Bissau mandar um avião a Madagáscar.
O Presidente guineense disse que, no mais tardar, até quarta-feira todas as diligências serão encetadas a partir de Bissau e indicou que outros países africanos já estão a adquirir as plantas medicinais para ajudar no tratamento contra o novo coronavírus. Segundo Umaro Sissoco Embaló, “o doente experimenta qualquer medicamento que o possa curar”.
Durante o pronunciamento o Presidente ainda enalteceu a experiência de Madagáscar na produção de medicamentos a partir de ervas.
“Madagáscar é um país conhecido na produção de plantas medicinais, desde a Segunda Guerra Mundial […], hoje volta a demonstrar ao mundo que há possibilidade de curar esta doença”, defendeu o presidente guineense.
Fonte: DW
por INFOCOVID19 | abr 27, 2020 | COVID-19
Relato de profissional de saúde que não se quis identificar mostra dificuldades crescentes deste país para lidar com a pandemia de Covid-19.
A lidar com uma pandemia sem precedentes nos tempos recentes, os sistemas de saúde de diversos países arriscam ficar à beira do colapso completo. Nos países menos desenvolvidos este impacto é sentido com mais força, sendo que muitas vezes há relatos de abandono, inclusivamente, de corpos na via pública.
Um relato semelhante foi feito à agência AFP por um profissional de saúde de um hospital em Guayaquil, no Equador, onde por falta de espaço na morgue os corpos dos falecidos por Covid-19 já são armazenados em casas de banho.
Segundo o explicado por este profissional, não tendo outra forma de guardar os corpos, estes são envoltos em mortalhas de lençol, esperando depois uma oportunidade para serem então autopsiados e alvo de cerimónias fúnebres.
“Os doentes estão sozinhos, deprimidos, a medicação causa-lhes danos gastrointestinais, eles sentem-se mal e temem quando veem que o paciente ao lado começa a ter falta de ar e a gritar que precisa de oxigénio”, explicou à referida agência este médico.
“A equipa da morgue não estava a dar conta [do número de óbitos] e o que nos restou fazer, muitas vezes, foi cobrir os corpos e acumulá-los nas casas de banho”, explicou este enfermeiro de 35 anos.
“Toda a gente fugiu. A equipa administrativa colocou-se num local seguro. Os psicólogos que deveriam estar a trabalhar fugiram (…), os 32 dentistas que deveriam estar ajudando (…) a fazer os registos também…”, terminou.
Relembre-se que o Equador tem oficialmente 22.700 infectados, desde 29 de fevereiro, a grande parte em Guayaquil.
Fonte: Lusa