Há, na Guiné-Bissau, um total de 73 casos confirmados de infeção pelo novo coronavirus, entre os quais 18 são considerados curados e um óbito confirmado, de acordo com informações que constam do boletim epidemiológico do Centro de Emergência de Operações em Saúde do país(COES), divulgado esta segunda-feira, 27 de abril.

De acordo com COES, estes 20 novos casos resultou das 94 analises realizadas pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública, nos últimos 24 horas, onde 17 exames deram inconclusivos e 57 negativos.

Em conferência de imprensa diária relativa às ocorrências da pandemia de covid-19 na Guiné-Bissau, nas instalações do Ministério de Saúde Pública, Tumane Baldé, membro da comissão interministerial, lamentou esta subida drástica na doença no país, embora tenha realçado ser fundamental que se trabalhe rapidamente para controlar a cadeia da propagação do vírus.

“Como sabemos, uma das fontes de infeção é um empresário português que esteve no país, por isso, é fundamental intensificarmos o trabalho com as pessoas que estiveram em contato com o empresário, no sentido de permitir estancar a propagação do vírus”, alertou Baldé.

De acordo com Baldé, estes novos casos infetados pelo novo coronavirus são todos da capital Bissau.

Em termos da distribuição, Bissau tem 54 casos, Canchungo, região de Cacheu 14 e Biombo 5.

Na ocasião, o médico Dionísio Cumba, presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública do país (INASA), assegurou que nos próximos dias o Laboratório vai reconfirmar as análises das pessoas que deram inconclusivas.

No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses encerraram as fronteiras, bem como os serviços não essenciais, incluindo restaurantes, bares, discotecas e locais de culto religioso.

Foram também impostas medidas de restrição de circulação, que só autorizam as pessoas a sair de casa entre as 07:00 às 12:00 para abastecimento de bens essenciais.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou ontem o estado de emergência no país até 11 de maio no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.

Por: AC