Um alto funcionário do Ministério do Interior é a primeira vítima mortal da covid-19 na Guiné-Bissau, anunciou este domingo, 26 de abril, o Centro Operacional de Emergência de Saúde (COES).
A informação foi transmitida à imprensa por Dionísio Cumba, presidente do Instituto Nacional de Saúde, na apresentação do boletim diário da doença, no Ministério da Saúde Pública.
Segundo Cumba, o malogrado deu entrada nas instalações do hospital Simão Mendes na passada sexta-feira, queixando-se de outra patologia, mas durante os exames foi confirmado que estava infetado por covid-19, acabando por falecer no sábado, ontem, pelas 20h00.
O responsável sanitário revela ainda que as pessoas que estiveram em contato com o malogrado estão neste momento em quarentena, a fim de serem observados, permitindo assim detectar possíveis casos de transmissão do vírus.
“Ainda não foi identificada a cadeia de transmissão da vítima mortal, mas teve contactos com muitas pessoas. Vai ser um caso difícil de investigar”, salientou Cumba.
Segundo a indicação do membro do COES, até o momento não se sabe qual a cadeia de infeção deste oficial do Ministério do Interior, de que não se revelou a identidade pelos os responsáveis dos serviços sanitários do país.
Durante o encontro com a imprensa, Cumba revelou ainda que, das análises realizadas pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública, somente um se revelou positivo de covid-19.
O país tem até hoje 53 casos confirmados de infeção por Covid-19, 3 dos quais curados, estando distribuídos pelo setor autónomo de Bissau (34), Canchungo (14) e Biombo (5).
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou hoje o estado de emergência no país até 11 de maio, no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.
O Presidente guineense justificou a decisão de prolongar por mais duas semanas o estado de emergência por considerar que o “país ainda não está em condições de afirmar ter o controlo de toda a situação”.
Por: AC