Moussa Seydi, médico infeciologista que se encontra na linha da frente de combate à Covid-19 no Senegal, associa o elevado número de recuperados naquele país à administração do fármaco hidroxicloroquina em pacientes infetados com SARS-CoV 2.
O Senegal é um dos países, em solo africano mas também à escala mundial, que tem tido maior sucesso no combate à propagação ao surto do novo coronavírus.
Com 412 casos diagnosticados desde o início da pandemia, o Senegal contabiliza, até agora, apenas cinco óbitos, sendo que o número de recuperados já suplanta as 240 pessoas (242).
À revista francesa Marianne, Moussa Seydi, médico infeciologista que se encontra na linha da frente de combate à Covid-19 nesta nação africana, revelou que o segredo deste sucesso pode estar na administração do fármaco hidroxicloroquina em pacientes infetados com o SARS-CoV 2.
“Implementámos um protocolo de tratamento para os pacientes menos graves com recurso a hidroxicloroquina. Tratamento esse, em que ao momento, observo bons resultados em relação à redução da carga viral”, realçou Moussa Seydi.
“Como o Dr. Raoult também já o verificou (Didier Raoult, médico e microbiologista francês, responsável por vários estudos realizados com hidroxicloroquina),  nós também confirmámos uma queda na carga viral após uma semana, o que induz uma cura mais rápida. A relação entre o risco/benefício descai para os benefícios. Considero que não perco nada em realizar este tipo de tratamento com os meus pacientes, especialmente porque não verifiquei qualquer efeito colateral”, acrescentou o infeciologista senegalês. Todavia esta opinião não é unânime.
Salvaguarde-se, porém, que a Agência Nacional de Segurança de Medicamentos (ANSM) de França avisou, no passado dia 10 de abril, que os efeitos colaterais relatados em pacientes Covid-19 tratados com o fármaco hidroxicloroquina representam um “sinal de alerta importante” sobre uma “fragilidade particular” no nível cardíaco.
Fonte: lusa