O Presidente declarado vencedor das eleições presidencais da Guiné-Bissau pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), Umaro Sissoco Embaló, admitiu prolongar o Estado de Emergência que tem a vigência de 15 dias.
“Estamos a avaliar prolongar o Estado de Emergência, mas é uma possibilidade que está em cima da mesa”, declarou Umaro Sissoco Embaló aos jornalistas no final da reunião extraordinária da comissão interministerial com objetivo de analisar a situação de coronavirus no país.
A Guiné-Bissau tem até hoje 50 casos confirmados de Covid-19, três dos quais curados, distribuídos pelo setor autónomo de Bissau (32), Canchungo (13) e Biombo (5).
Nesta senda, Sissoco Embaló apelou aos cidadãos guineenses a continuarem a respeitar as medidas adotados no combate ao coronavírus, colaborando assim com as autoridades sanitárias.
Questionado pela imprensa para quando as pessoas infetadas pelo covid-19 vão ser transferidas para o centro de internamento, Embaló limitou-se a dizer que essas pessoas estão a receber todo o apoio da equipa sanitária nas suas respetivas residências.
Embalo reconhece que o país já tem um centro disponível para isolar as pessoas infetadas, mas fez lembrar que a Guiné-Bissau é um país onde a sensibilização é muito importante.
Em relação aos trabalhos desenvolvidos na luta contra covid-19 pelas estruturas competentes, o Presidente declarado vencedor das eleições presidenciais da Guiné-Bissau pela CNE considera-o de positivo, com poucos recursos à disposição.
Sobre confrontos entre as forças de segurança e as populações relativamente às medidas de prevenção, Sissoco Embaló diz que o papel da corporação neste momento é sensibilizar as populações, mas não uso de força.
No âmbito do combate à pandemia, a Guiné-Bissau já prolongou o estado de emergência até 26 de abril e endureceu algumas das medidas para combate à prevenção da doença, à semelhança do que acontece em alguns países do mundo.
Fonte: RJ