O hospital Rauol Follereau, principal centro de tratamento da tuberculose na Guiné-Bissau, dispõe de equipamentos que podem ajudar a combater o novo coronavírus no país, anunciou este sábado, 18 de abril, o representante da organização não-governamental italiana Ajuda à Saúde e Desenvolvimento (AHEAD), que gere o hospital.
“Se o Ministério de Saúde Pública pretender envolver-nos no combate ao covid-19, nós estamos preparados a nível técnico, mas também temos equipamentos que podem ajudar a combater esta doença no país, nomeadamente o nosso laboratório que conta com um aparelho da última geração, chamado “Genexpert”, que faz teste molecular automatizada para detenção qualitativa de covid-19″, afirmou Mamadú Saliu Sanha.
De acordo com Saliu, além do aparelho que chegou ao país em 2018, o centro dispõe neste momento de quadros técnicos com capacidade para monitorizar os equipamentos em caso da solicitação das autoridades guineenses para ajudar o Laboratório Nacional da Saúde Pública a fazer despistagem de covid-19 na Guiné-Bissau, com resultados em 45 minutos.
Em reacção às declarações do director executivo do centro, Armando Sifna, que alega que os seus parceiros da instituição não têm capacidade para dar respostas às necessidades vigentes contra coronavírus, Saliu Sanha, revela que neste momento hospital Rauol Follereau já tem um plano de contingência para dar resposta à pandemia de covid-19.
Embora a instituição disponha do aparelho há dois anos, que pertence a uma firma dos Estados Unidos da América, mas não o kit que foi produzido há menos de 30 dias nos mercados internacionais e que permite a utilização desta máquina, segundo a indicação do representante da AHEAD.
De acordo com Sanha, um kits para 10 teste de covid-19 custa 20 dólares americanos, embora tenha dito que, para os países como a Guiné-Bissau, custe menos, devido à sua situação económica, ou seja, nível da pobreza do seu povo.
Apesar da disponibilidade em contribuir no combate a esta doença, o responsável fez lembrar aos guineenses que AHEAD não está a preparar o centro para receber pacientes, porque o executivo já criou uma estrutura para o efeito.
Em relação aos produtos alimentícios para os pacientes com tuberculose internados no hospital, Sanha revela que a organização já tinha adquirido alimentações para quatro meses e nos próximos dias pretende reforçar o seu stock, com vista a manter a dieta alimentar dos seus doentes de forma equilibrada.
Após a entrevista, a ocasião serviu para Saliu Sanha apresentar aos jornalistas os diferentes equipamentos de que a instituição dispõe para fazer despistagens da tuberculose, covid-19 e outras patologias.
Sob gestão da AHEAD, o hospital Rauol Follereau garante consultas, internamentos e tratamentos gratuitos a pacientes com tuberculose, que também recebem cinco refeições por dia. O executivo guineense assegura o fornecimento de energia eléctrica e medicamentos, através do Fundo Global.
Fonte: RJ